sábado, 8 de agosto de 2009

Delírio


Delírio, sentir que quero assim e assim, que descubro cada cantinho meu às tuas mãos, que sei do que gosto, que sei que me apetece quase sempre, e que com jeitinho mesmo quando a vontade me abandona por instantes, basta uma palavra, um gesto, um toque , e já eu sou desejo em figura de mulher, sou calor, e sorriso espontâneo...vulcão em erupção, e ao parar cansada, colada, suada, sou mulher..., é linda a forma como só com alguns dedos, e muita saliva, me transformas em corrente de rio, em página perdida num remoinho qualquer...em cheiro de rosa ao vento,em raio de sol...é delírio, sonho vivido...

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Minha Memória

Minha Memória
"Minha memória não é a de um caderno-espiral, para distribuir e censurar as confissões, mentir sua extensão e abreviar o conteúdo. É de um caderno capa dura. Não consigo apagar uma lembrança, mesmo que seja dolorida ou humilhante ou os dois. Muito menos alterar seu número de páginas conforme as necessidades da relação. Não sou de riscar o que aconteceu para parecer mais maduro, ou eliminar as contradições e simular coerência. Inclino-me a conviver com as rasuras e insatisfações. O branco do corretivo sempre me irritou mais do que a mancha violeta.

Momentos A Dois