sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quero seus afagos



Quero seus afagos
Suas maos mornas
Em caricias interminaveis
Cheia de arrepios
Quero enrolar-me em seus bracos
Encaixar-me em seu colo
Posicao fetal de amor puro
E ali ficar para sempre
Ate que o mundo acabe
Nao quero saber do hoje
Nem de todos seus segredos
Quero seu abraco inteiro
Engolindo meus medos
E as suas maos na minha pele
Espargindo suas digitais
Deixando suas marcas
De exclusivo dono
Penetrando meus pensamentos
Mais secretos
E minhas vontades de amar
Mais inconfessaveis
Quero seus afagos
Sua boca na minha boca
E que entre beijos
Sussurre-me palavras de desejo
Deixando que eu me entregue
Plena
Inteira
Absoluta
Perdendo todos os meus medos
Enquanto suas maos experientes
Macias e mornas e aflitas
Desfolhem todos meus segredos...

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Minha Memória

Minha Memória
"Minha memória não é a de um caderno-espiral, para distribuir e censurar as confissões, mentir sua extensão e abreviar o conteúdo. É de um caderno capa dura. Não consigo apagar uma lembrança, mesmo que seja dolorida ou humilhante ou os dois. Muito menos alterar seu número de páginas conforme as necessidades da relação. Não sou de riscar o que aconteceu para parecer mais maduro, ou eliminar as contradições e simular coerência. Inclino-me a conviver com as rasuras e insatisfações. O branco do corretivo sempre me irritou mais do que a mancha violeta.

Momentos A Dois