terça-feira, 28 de julho de 2009

Não era para ser..



Não era para ser...

Não era para ser fraca e sucumbir a ti, esquecendo aquilo que durante anos nos foi afastando, matando e consumindo aos poucos, numa relação tão quase-perfeita...
Eu lembro e relembro cada momento menos bom, num exercício de memória que tende a falhar consecutivamente, onde querem persistir os sorrisos, as piadas, a cumplicidade...
Não era suposto ser assim, passado tanto tempo a acreditar que estarias fora da minha vida, o que vieste tu fazer? Vieste por em causa meses de uma reabilitação dolorosa, qual droga ou álcool...
Porque não arranjaste alguém? Porque não me esqueceste em todo este tempo? Logo tu... O tão grande e inatingível homem a quem ninguém magoa ou, sequer, se aproxima (sabes, é assim que te vê quem não te conhece bem, e logo a ti, o meu menino).

Vai-te embora, por favor...

Bjs

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Minha Memória

Minha Memória
"Minha memória não é a de um caderno-espiral, para distribuir e censurar as confissões, mentir sua extensão e abreviar o conteúdo. É de um caderno capa dura. Não consigo apagar uma lembrança, mesmo que seja dolorida ou humilhante ou os dois. Muito menos alterar seu número de páginas conforme as necessidades da relação. Não sou de riscar o que aconteceu para parecer mais maduro, ou eliminar as contradições e simular coerência. Inclino-me a conviver com as rasuras e insatisfações. O branco do corretivo sempre me irritou mais do que a mancha violeta.

Momentos A Dois