domingo, 5 de julho de 2009

Amor e Ódio



Amor e Ódio

Um dos maiores mistérios da mente humana, e que a ciência tenta desvendar, inutilmente, é o que é o amor. Cada um de nós tem sua própria definição, assim como se tenta definir Deus, o fato é que ninguém sabe, ninguém jamais viu e apenas acredita. Lógico, existem os que não acreditam nem em um nem em outro e os que apenas não questionam e deixam a vida seguir seu ritmo.

Cláudio Barradas, um dos meus poucos grandes gurus, definiu o amor como "desejar o bem eterno e incondicional do outro" e é essa definição que costumo usar. Aliás, já falei isso aqui na Gueixa uma vez.

Definindo o amor dessa maneira não se vê diferença entre tipos de amor. Amor de pai, amor de filho, amor de irmão, amor de namorado e por aí vai, é sempre amor. O que diferencia são o respeito, a paixão, o tesão, a atração... São diversos fatores que andam juntos com o amor e aí, sim, existem sutis e profundas diferenças.

Com a mania que nós temos de evitar pensar, questionar coisas, como se isso desse câncer no cérebro, costumamos pensar que amor sofre mutações de uma objeto para outro e diferencia-se por si mesmo. Puro simplismo, senso comum.

Se isso é fato, daí vem o descrédito que cada vez mais temos quando alguém diz que nos ama. Dizer que ama é uma arma antiga para se levar pra cama. Já fui usuário e vítima desse estratagema, sei do que estou falando.

Dizer que ama está tão fácil quanto dizer que odeia. Odiar substitui o não gostar, não suportar, não sentir-se atraído, não querer, não amar; o amor tornou-se quase a mesma coisa de gostar, querer bem, sentir tesão, desejar, admirar, atração.

Nosso vocabulário está mais pobre a cada dia e a verdade dos sentimentos segue essa trilha.

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Minha Memória

Minha Memória
"Minha memória não é a de um caderno-espiral, para distribuir e censurar as confissões, mentir sua extensão e abreviar o conteúdo. É de um caderno capa dura. Não consigo apagar uma lembrança, mesmo que seja dolorida ou humilhante ou os dois. Muito menos alterar seu número de páginas conforme as necessidades da relação. Não sou de riscar o que aconteceu para parecer mais maduro, ou eliminar as contradições e simular coerência. Inclino-me a conviver com as rasuras e insatisfações. O branco do corretivo sempre me irritou mais do que a mancha violeta.

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