

Há uma certa urgência em desfazer
os laços, tirar a fantasia e a maquiagem,
lavar a alma de todo o desaforo que ficou impregnado.
Não há tempo a perder quando a
vida nos arremessa contra o chão em pleno voo.
Gente esperta trata logo de desempoeirar
os joelhos e seguir caminhando,
ainda que o sangue escorra
pelas canelas cansadas.
E eis que lá vou eu para
mais uma jornada, dessas
que chamamos com carinho de recomeço.
É tempo de administrar as decepções
e recolo rir o desbotado dos dias com o que
sobrou de esperança no pincel.
Mas há um amargo na boca,
uma dissonância de sentimentos,
um leve temor do que possa vir mais adiante…
Fazer o quê? Rota de fuga não há.
Atalhos, como sabemos, nem sempre nos
levam aonde queremos chegar.
O jeito é aceitar o desconforto e
torcer por dias menos tumultuados.
Pelo menos por enquanto esse é o preço.
Esse é o legado que fica
de quem nada além disso deixou…




































PROTEGENDO































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